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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

QUE LOUCURA
SÉRGIO SAMPAIO
 
Fui internado ontem
 Na cabine cento e três
 Do hospício do Engenho de Dentro
 Só comigo tinham dez

Estou doente do peito
 Eu tô doente do coração
 A minha cama já virou leito
 Disseram que eu perdi a razão

Tô maluco da idéia
 Guiando carro na contramão
 Saí do palco e fui pra platéia
 Saí da sala e fui pro porão

terça-feira, 30 de outubro de 2012

De tempos em tempos, os homens tropeçam na verdade, mas a maioria deles se levanta e segue adiante como se nada tivesse acontecido.
            Winston Churchill
HURT
Johnny Cash
Hurt
I hurt myself today
 To see if I still feel
 I focus on the pain
 The only thing that's real
The needle tears a hole
 The old familiar sting
 Try to kill it all away
 But I remember everything
What have I become, my sweetest friend?
 Everyone I know goes away
 In the end
And you could have it all
 My empire of dirt
 I will let you down
 I will make you hurt
I wear this crown of thorns
 Upon my liar's chair
 Full of broken thoughts
 I cannot repair
Beneath the stains of time
 The feelings disappear
 You are someone else
 I am still right here
What have I become, my sweetest friend?
 Everyone I know goes away
 In the end
And you could have it all
 My empire of dirt
 I will let you down
 I will make you hurt
If I could start again
 A million miles away
 I would keep myself
 I would find a way

 
Dor
Hoje machuquei a mim mesmo
 Pra ver se ainda sinto
 Eu me concentro na dor
 A única coisa que é real
 
A agulha abre um buraco
 A velha picada familiar
 Tento apagar tudo
 Mas de tudo eu me lembro
 
O que eu me tornei? Minha mais doce amiga
 Todos que eu conheço vão embora
 No final
 
E você poderia ter tudo isso
 Meu império de poeira
 Eu vou te desapontar
 Eu vou fazer você sofrer
 
Eu uso essa coroa de espinhos
 Sobre meu trono de mentiras
 Cheio de ideias partidas
 Que eu não posso consertar
 
Sob as manchas do tempo
 Os sentimentos desaparecem
 Voce é outro alguém
 Eu continuo bem aqui
 
O que eu me tornei? Minha mais doce amiga
 Todos que eu conheço vão embora
 No final
 
E você poderia ter tudo isso
 Meu império de sujeira
 Eu vou te desapontar
 Eu vou fazê-la doer
 
Se eu pudesse começar de novo
 A milhões de milhas distante
 Eu me manteria
 Eu daria um jeito

domingo, 28 de outubro de 2012

"Monstros são reais e fantasmas são reais também. Vivem dentro de nós e, às vezes, vencem"
                                                                                  Stephen King
Aos que vierem depois de nós
Bertolt Brecht
(Tradução de Manuel Bandeira)

Realmente, vivemos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.
 
Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?
 
É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.

Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"
 
Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.
 
Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.

Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
 
As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.
 
Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.
 
Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.
 
E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

sábado, 20 de outubro de 2012

Amizade
 
Ah, pobre amigo, nunca saibas tu
Amar é mudar a alma de casa
Amizade é quando você não faz questão
de você e se empresta pros outros
 
Mário Quintana

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

                                   TRANSTORNO BIPOLAR
O Transtorno Bipolar é uma doença que se caracteriza pela alternância de humor, sendo que ora a pessoa fica eufórica (episódios de mania) ora deprimida, intercalando com períodos de normalidade. Apesar de transtorno bipolar do humor nem sempre ser facilmente identificado, existem evidências de que fatores genéticos possam influenciar o aparecimento da doença.
Com o que não deve ser confundida:
Não devemos confundir transtorno bipolar com as alterações de humor motivadas por dificuldades cotidianas estressantes , pois estas são momentâneas e tendem a desaparecer quando as dificuldades são resolvidas.
Sintomas:
A mudança do comportamento de euforia para depressão ou vice-versa é súbita, mas o indivíduo não percebe esta alteração ou a atribui a algum fator do momento, pois o senso crítico e a capacidade de avaliação objetiva das situações ficam prejudicadas ou ausentes.
Por Ana Lúcia Pereira
Fonte: portaldomarketing.com.br